Chuva em São Paulo é motivo para mudança de planos. E claro, um desses planos era o meu. Eu e a prima iríamos ao cinema, tentar esquecer um pouco dos problemas do coração, quando a chuva nos impediu de seguir em frente. E me impediu de tomar banho, de assistir TV, de ligar o computador, etc. Ou seja, novo apagão.
A energia se foi e eu fiquei com minha avó na sala, na escuridão a perturbando com meus assuntos irritantes. No meio da conversa eu perguntei como ela conheceu meu avô. E ela foi me contando. Claro que ela, com seus 73 anos e cheia de vergonha, não consegue contar uma história com começo, meio e fim sem que eu dê a corda.
Ela me contou que a primeira vez que se viram foi num baile que aconteceu na perto da casa de algum parente dele, no sítio. Meu avô estava com sua ex-namorada (feia, segundo ela). Depois de um tempo, minha avó contou que eles terminaram, mas meu avô namorou outras antes de eles começarem a namorar.
Quando ela tinha 15 anos, no jardim (a praça de hoje), ela o viu novamente, e de alguma forma que ela não se lembra, eles começaram a namorar. Eu perguntei se houve pedido de namoro e ela me disse que não tinha essas coisas na época - (nessa hora passei a desconfiar das novelas de época da Globo, rs).
Depois de 2 anos de namoro, eles se casaram. E logo em seguida tiveram a minha tia mais velha, que é a mãe da prima, rs!
Agora vem a parte interessante, quando ela contou do tempo que eles namoraram, fazia comentários do tipo “ele era um homem muito correto e religioso, não é como hoje em dia, que começam a namorar e já começam a transar”. Eu nunca ouvi minha vó falar de sexo. Achei o máximo ela falar isso.
Num outro momento, perguntei se eles diziam que se amavam. Ela me disse que não. Que não existiam essas coisas. Eu virei para ela e disse: mas vó, o amor sempre existiu.
Confesso que fiquei abismada. Eu sou do tipo de pessoa que digo “te amo” até para um passarinho azul que alegrou o meu dia
Com esses dois comentários dela, pude concluir que realmente os tempos mudaram. Hoje o sexo e o “amor” existem a torto e a direito. Tá certo que é tudo bagunçado, mas vamos combinar que hoje é muito mais legal.
Adoro histórias da vovó! Que venham mais apagões para eu contar mais algumas aqui.
Ahá!
.Olívia.
Prima!
ResponderExcluirComo assim o vovô namorou outras antes!!! Que absurdo!!! Tô passada!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Seu João era um pegador daqueles tempos!!! ó só!
Esse lance de não dizer "eu te amo"....diz muito sobre nossa vó e nossas mamães. Não sei a quem puxamos!!!
Não fomos ao cine, mas valeu a mudança de planos, hein?
Em tempo: fiquei no bar bebendo com minhas chefes, esperando a chuva passar =)
bitocas e...TE AMO!
deb
mto bom, prima. Sempre adorava ouvir as historias do meu vo tb! bjo
ResponderExcluirÈ isso, novelas de época são mentirosas rsrs. Que venhma mais histórias da vovó!
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